Caem como folhas
Lágrimas do seu rosto
Sua vida antes desta
Deixou-lhe um desgosto
Entre dois suspiros
Sobe-lhe, na face
Sem favor
Abre-se a janela
Tenta um disfarce
Aperta-me a mão
Ri por um instante
Deixo-me ficar
Deixo-me ficar
Nunca quis saber
Nunca quis acreditar
Que irias partir
Não podias cá ficar
Nunca quis escutar
E muito menos quis ouvir
O teu silêncio que avisava
A intenção de não voltar
Podes crer
Bem que me disseram
Para nunca me dar
A uma pessoa ou a um lugar
Podes crer
Se um homem nunca chora
De que servem estes olhos
Se não podem mais te ver
Queria ver
Queria saber
O que fazias tu
Que estás aqui a observar
Estás a ver
Estás a perceber
Pode ser que um dia
A gente volte a se encontrar
Agora embora,
Agora sem demora
Deixa-me ficar aqui sozinho para pensar
Agora agora
Que a minha alma chora
Como diz alguém
Vou me perder pra me encontrar
Esse choro triste
Desespero seu
Pra tentar dizer
Nada se perdeu
Pede-me que fique mais
Por um segundo eterno
Como se quisesse ter
O meu beijo terno
Aperta-me a mão
Ri por um instante
Deixo-me ficar
Só por esse instante
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
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2 pensamento(s):
O poema é muito bonito.
Como isso que sentes. E é triste, também.
Mas já tens a experiência do secundário: isto não o fim, é apenas o começo.
E mudes tu de local e de companhia, algumas pessoas continuarão sempre (como alguém nesta mesma situação me disse) a fazer parte dos teus dias.
*
Olha, sabes o que te digo?
Digo-te que desde Setembro já tiveste mais do que tempo para virar a página, por isso vê lá se andas para a frente a actualizas isto, que se não é uma seca!
:D
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